Negócios de sucesso (7/7): Os 7 erros mais comuns que você comete na gestão da sua empresa (e como evitá-los)

Erros comuns do emprenededor

Neste momento você deve estar refletindo sobre quantas coisas são necessárias para gerir corretamente a sua empresa. 

De fato, a gestão de uma empresa é uma atividade multidisciplinar e complexa, que exige um mix de conhecimento sobre diversas áreas, como marketing, finanças, compras, liderança, recursos humanos, entre outros. 

No entanto, não é preciso ser nenhum especialista para ter o seu próprio negócio e ser bem sucedido.

Basta estar disposto a aprender e ter determinação e perseverança, afinal, problemas sempre surgirão e você precisa estar pronto para contorná-los da melhor maneira possível. 

Contudo, muitas empresas pecam nos detalhes e acabam se afastando de seus objetivos. Segundo relatório do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), 1 em cada 4 empresas abertas no Brasil fecha antes de completar 2 anos. 

Este índice preocupante nos leva a questão: onde essas empresas estão errando?

Há diversos fatores que, segundo eles, podem levar a este cenário. 

O alto nível de burocratização encontrado no país é, certamente, um dos motivos a serem considerados. 

Segundo o SEBRAE, a dificuldade de muitos empresários em lidar com as novas tecnologias, ou até a aversão a elas, também é um dos principais problemas encontrados. 

A dificuldade se torna ainda maior quando é observado que cerca de 35% dos empresários brasileiros possuem apenas o ensino fundamental completo

O resultado é uma grande dificuldade em levar a empresa adiante, o que acaba resultando no indesejado fechamento das portas. 

Porém, estes não são os únicos erros que os gestores de pequenas, médias e até grandes empresas cometem. 

É preciso entender que nem sempre o resultado é a falência, isso é a consequência mais grave, no entanto, baixa lucratividade, altos custos e rotatividade elevada são alguns dos problemas encontrados, mas, que podem ser evitados com algumas medidas preventivas. 

Confira abaixo os 7 erros mais cometidos pelas empresas e aprenda a evitá-los.  

1. Não estudar o mercado

O primeiro passo para abrir e manter uma empresa é estudar o mercado. 

Quando a gente não conhece o terreno onde vai pisar, tropeçar e cair é apenas uma questão de tempo.

Estude o cenário atual, as oportunidades futuras, o posicionamento dos concorrentes e a demanda dos consumidores. Se perceber que se trata de um mercado promissor, invista. 

No entanto, se seus estudos identificarem um mercado saturado ou em decadência, talvez esta não seja a melhor opção para o seu negócio.

Para evitar este problema, desenvolva um plano de negócios. 

O ideal é contratar um profissional para desenvolver esse plano, mas se não for possível, saiba que há diversos modelos gratuitos disponíveis na internet que podem servir como base. 

Para tal, se faz necessário uma análise profunda do mercado, um planejamento financeiro detalhado e um estudo de itens como:

  • Concorrência
  • Fornecedores
  • Clientes (público-alvo)
  • Logística
  • Marketing (produto, preço, praça e promoção)

Com isso, as chances de falhar já serão significativamente menores.

Uma dica para é utilizar a matriz SWOT, também conhecida como matriz FOFA.

Ela é uma ferramenta muito simples mas muito importante na hora de analisar o mercado.

Confira no vídeo:

2. Falta de planejamento 

Uma empresa que não se planeja é incapaz de alcançar os objetivos e lidar com as adversidades. 

Este é um grande erro que muitas empresas cometem por acreditarem que basta manter a produção e as vendas em dia para que tudo ocorra bem. 

Realmente, se você vende tudo o que produz, este é um bom sinal. 

No entanto, será que sua empresa não seria capaz de alcançar muito mais, com as estratégias corretas? 

Sabe os objetivos organizacionais, a missão e a visão da empresa, que você definiu lá no plano de negócios? 

Transforme-os em planos de ação e metas.

Ao invés de “ser a maior loja do estado”, prefira “aumentar as vendas em 30% ao ano no estado”. 

Com isso você torna seus objetivos mensuráveis, podendo dirigi-los e controlá-los, a fim de que tudo siga conforme o planejado. 

3. Não fazer um controle financeiro

O controle financeiro é de suma importância para que uma empresa atinja o sucesso. 

Não se trata apenas de lucrar o suficiente para honrar as contas e a folha de pagamento, mas garantir que haja verba também para novos investimentos, capital de giro e para emergências

A saúde financeira da empresa é fundamental para que ela se mantenha competitiva no mercado. Até mesmo uma possível inviabilidade do negócio pode ser prevista através deste tipo de controle, antes mesmo da abertura do CNPJ, o que evita grandes prejuízos. 

Para fazê-lo de maneira efetiva, algumas dicas devem ser postas em prática: 

  • Analise a situação financeira atual da empresa
  • Faça projeções sobre futuros cenários possíveis
  • Adeque os níveis de estoque
  • Evite os empréstimos
  • Negocie prazos com os fornecedores
  • Pratique o preço ideal
  • Faça um planejamento anual

Outra dica é jamais confundir as pessoas física e jurídica. 

Quando isso não é feito, fica difícil visualizar os resultados da empresa, já que eles estão sendo diluídos nos gastos pessoais.  

Este é o principal erro que leva empresas ao prejuízo e, consequentemente, à falência. 

Defina um pró-labore para você e eventuais sócios e não misture os caixas. 

4. Não investir em marketing (ou investir errado)

Outro erro comum a diversos gestores é não investir em marketing. 

Deixar de fazê-lo afasta a empresa do real potencial que ela deveria alcançar e, com isso, os resultados ficam aquém do esperado. 

Outro erro de igual (ou maior) impacto é investir errado em marketing. 

Na prática isso significa um grande dispêndio de dinheiro sem retorno. 

Marketing é uma ciência complexa, que envolve o estudo do comportamento humano para suprir suas necessidades. 

O ser humano, por sua vez, é mutável e reage de formas diferentes aos estímulos do ambiente. 

Logo, é completamente ilógico continuar aplicando o marketing que dava certo há 40 anos atrás nos dias de hoje, não é mesmo? 

Para deixar de errar nesse quesito, o primeiro passo é investir em pessoas capacitadas para cuidar do marketing da sua empresa. 

Se não for possível contratar alguém neste momento, estude muito e faça você mesmo. 

Há diversos cursos livres que podem ser feitos até mesmo pela internet, além de conteúdos gratuitos que irão te guiar nessa jornada. 

Planeje-se. 

Isso significa estipular quais resultados pretende alcançar com as campanhas e quanto pretende investir nelas. 

Marketing sem planejamento é dinheiro jogado fora. 

Sabendo qual objetivo pretende alcançar, fica mais fácil escolher o veículo de comunicação adequado ao seu público-alvo. 

Quer uma dica? 

Não menospreze o poder do marketing digital, capaz de atingir em cheio a sua persona, gastando menos e com maior taxa de conversão. 

5. Falta de entrosamento entre marketing e vendas

A integração entre marketing e vendas é essencial para os resultados da sua empresa. 

Ao contrário do que muitas vezes acontece, a rivalidade entre ambos os departamentos não é nada benéfica. As duas equipes são de suma importância para a organização, já que estão diretamente ligadas a lucratividade. 

Para que esta integração ocorra de maneira mais efetiva, alinhar os objetivos é fundamental. 

Com esta finalidade, muitas empresas têm transformado marketing e vendas em um único departamento. O objetivo principal é eliminar as barreiras e os ruídos na comunicação, além de potencializar os resultados através da mútua colaboração. 

Dessa forma eliminam-se as queixas e conflitos mais comuns oriundas desta antiga rivalidade, melhorando, inclusive, o clima organizacional. 

Como benefícios principais desta estratégia, podemos citar: 

  • Alinhamento entre setores
  • Maior conhecimento sobre o público
  • Maior geração de leads qualificados 
  • Criação de metas mais precisas
  • Otimização das estratégias

6. Não investir no desenvolvimento de pessoas

As pessoas são detentoras de conhecimento, e o conhecimento é o ativo mais importante de qualquer empresa. 

Logo, as pessoas são de suma importância para que a empresa alcance seus objetivos e, sem elas, nenhuma estratégia poderia ser colocada em prática

Apesar da nomenclatura, é cada vez menos usual que as empresas enxerguem seus colaboradores como recursos, mas sim como parceiros de negócio. 

Por este motivo é fundamental dar a elas o devido cuidado e importância.

Uma empresa que não investe no desenvolvimento de pessoas encontra diversos problemas a curto e  longo prazo. 

No curto prazo é possível notar a perda de competitividade e qualidade no trabalho, o que prejudica o resultado de toda a organização. 

No longo prazo, nota-se um alto índice de rotatividade (turnover), que leva ao custo elevado com demissões, contratações e treinamentos. 

Para evitar este cenário é crucial investir em uma política de desenvolvimento de pessoas. Além de melhorar significativamente o nível de qualidade do serviço (seja ele administrativo, de produção, vendas ou atendimento), ainda faz com que o colaborador sinta a preocupação da empresa com o seu desenvolvimento.

Isso faz com que o funcionário sinta orgulho em pertencer a empresa, trabalhando com maior dedicação e entregando maior resultado. 

A consequência é um ganho para ambas as partes: empresa e funcionário. 

7. Aversão ou resistência à tecnologia

Por último, mas não menos importante, a aversão ou a resistência à tecnologia é um erro que muitos gestores cometem, sem sequer perceber. 

Sabe quando você deixou de implementar um novo sistema de gestão porque acreditou que seria muito trabalhoso? 

Ou achou que os custos não valeriam os benefícios? 

Este é um exemplo clássico de resistência que deve ser evitado pelas empresas de qualquer setor ou porte. 

Existem diversos programas que podem tornar muito mais fáceis tarefas que demandam tempo e dinheiro das empresas. 

Os ERPs e CRMs são grandes exemplos, capazes de integralizar boa parte da gestão da empresa, cabendo ao gestor apenas a análise e a tomada de decisão.

Sistemas de automação também são bem-vindos e cada vez mais acessíveis. 

O digital pode ajudar, principalmente, a atrair novos clientes e estreitar o relacionamento com o público-alvo, o que é ótimo para sua imagem e posicionamento de marca, além, é claro, das vendas. 

A tecnologia é uma importante aliada e uma facilitadora de processos. 

Apesar de grande parte dos gestores terem nascido em uma época onde não havia sequer internet, é preciso manter a mente aberta e compreender que o mundo muda, cabe a nós nos adaptarmos ou sucumbirmos. 

Trabalhamos com tecnologia para empresas há mais de 10 anos e estamos à disposição para ajudar outros empreendedores e gestores a entender melhor as opções disponíveis no mercado e como tirar proveito delas.

É só nos chamar no chat, e-mail ou WhatsApp.